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PORQUÊ FALAR DE SAÚDE MENTAL?

Atualizado: 30 de Jun de 2020

Apesar dos problemas da Saúde Mental serem muito comuns, mantêm-se a nível mundial uma tendência à estigmatização deste tema.


Este estigma tem um grande impacto na vida daqueles que sofrem de uma doença mental. Nove em cada dez pessoas com doença mental afirmam que o estigma e a discriminação impactam negativamente as suas vidas.



Quando falamos em processos sociais de exclusão de grupos específicos é essencial fazer uma distinção entre o que se entende por estereótipo, preconceito e discriminação.


Os estereótipos são crenças negativas que se constroem em torno de um determinado grupo social. O preconceito é reação emocional que desenvolvemos quando pensamos num determinado grupo. E a discriminação é a resposta comportamental que organizamos face ao preconceito.

Os mitos associados à ideia de que as pessoas com doença mental são perigosas e violentas ou que são fracas ou que só querem atenção, são alguns exemplos de crenças que geram preconceitos e discriminação.


E isto traduz-se na dificuldade que encontram em encontrar emprego, em manter-se em relações estáveis, em encontrar habitação ou em manter uma vida social saudável.


Vimos até agora que é o conjunto de crenças e mitos associados à saúde mental que alimenta a exclusão social. Isto acontece por muitos de motivos diferentes que incluem explicações sociológicas e psicológicas deste fenómeno. Ainda assim vale a pena sublinhar duas ideias importes. A primeira é que a Saúde Mental, tem sido, erradamente associada e retratada como tendo uma relação directa com a Doença Mental.


Como se só fosse possível pensar no que é a Saúde Mental, definindo o que não é Saúde Mental. E a Doença Mental tem sido associada apenas àquelas que são as manifestações mais graves da psicopatologia, ou seja, a psicose.

O sofrimento mental, e as perturbações mentais, não têm de incluir sintomas como delírios ou alucinações para que sejam categorizadas dessa forma. Pelo contrário, é precisamente porque o sofrimento mental é algo de tão universal que as estatísticas parecem apontar para uma prevalência tão elevada de doenças mentais na população.


Todos sofremos.


E por vezes o sofrimento apresenta-se de tal forma que quebramos.

Por outro lado, é o facto de existir qualquer coisa de universal neste sofrimento que nos faz reconhecer (e temer) no outro, aquilo que sabemos também existir dentro de nós próprios. Não fosse a sabedoria popular relembrar que


De são e louco todos temos um pouco’.

É ao reforçar o estigma através de uma aliança a mitos sem fundamentação que o interiorizamos dentro de nós mesmo. A internalização do estigma tem como resultado a resistência à procura de tratamento ou o isolamento social. Quebrar o estigma implica desmontar as crenças e mitos que o alimentam, e é por isso que é tão importante ter mais conhecimento, e sobretudo, falar sobre saúde mental.


E é por isso que há conversas que devemos ter!

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